VEJA O NÍVEL DAS PALESTRAS DO SEBRAE 🤮 Mulher acusa famoso preparador físico de abuso sexual durante evento em Salvador. Acusado foi preso em 2017, mesmo assim foi contratado pelo cabide de emprego conhecido como SEBRAE🤮 - Observador Independente

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quinta-feira, maio 05, 2022

VEJA O NÍVEL DAS PALESTRAS DO SEBRAE 🤮 Mulher acusa famoso preparador físico de abuso sexual durante evento em Salvador. Acusado foi preso em 2017, mesmo assim foi contratado pelo cabide de emprego conhecido como SEBRAE🤮



Nuno Cobra, 83 anos, ganhou notoriedade pelo treinamento dado a Ayrton Senna, ex-piloto de Fórmula 1



Vai completar uma semana que Laura* só sai de casa para ir até a delegacia. No último dia 30, a mulher denunciou Nuno Cobra, ex-preparador físico de Ayrton Senna (1960-1994) e outros atletas famosos, por abuso sexual.

O caso aconteceu enquanto ela participava de uma feira de negócios para empreendedores, no Centro de Convenções de Salvador, no final de abril. Nuno era um dos palestrantes convidados.

"Assim que ele chegou, apesar de ter outras pessoas [presentes], quando ele me cumprimentou, eu senti a mão dele na minha nádega esquerda. Só que ele é muito velho, e eu não maldei", 

conta a mulher.

Nuno Cobra tem 83 anos e uma condenação por violação sexual. O profissional de educação física, que hoje é palestrante, chegou a ser preso em 2017 por assediar uma mulher dentro de um avião.

O método foi o mesmo repetido na feira de negócios, organizada pela Sebrae, na Bahia: ao estar próximo de uma mulher, tocar em seus seios e pernas. Uma jovem de 23 anos também denunciou Nuno por assédio, após ele retirar sua máscara e tentar beijá-la a força. Os dois casos estão sendo investigados pela 9ª DT/Boca do Rio, que agendou o depoimento das vítimas.

Segundo Laura, outras duas jovens também foram tocadas próximo aos seios pelo ex-preparador físico, mas não denunciaram. Já em seu caso, o abuso foi mais longe, e se consolidou.

"Ele falou para eu salvar o número dele e visitá-lo em São Paulo. Quando eu fui digitar que comecei a perceber a maldade. Enquanto eu digitava, ele disse: 'até na hora de digitar você é sensual'. Logo depois, ele veio com as duas mãos, pegou acima do meu seio. Eu pensei: 'preciso sair daqui agora', mas não deu tempo. Ele me agarrou na hora, colocou uma mão na minha cintura e outra na nuca, depois colocou o dedo no meu ouvido e começou a beijar meu rosto. Eu fiquei atordoada", 

conta a mulher.

Logo depois, a vítima procurou ajuda, e chegou a avisar à assistente de Nuno Cobra o que havia ocorrido. O palestrante, entretanto, não se intimidou.

"Ele ficou o tempo todo me desafiando com aquele olhar dizendo assim: 'Você sabe o que eu fiz? Eu sei o que eu fiz e não vai dar em nada", conta Laura. "Ele faz isso frequentemente, foi preso por causa disso e fica por isso mesmo. Ele tenta se defender pela idade que ele tem, pela Justiça brasileira, pela impunidade. As consequências sempre ficam com a gente. Eu não sei mais quem sou, nem fui trabalhar nesses dias", 

afirma.

Procurados, Nuno Cobra e a família não responderam ao contato. Em resposta à TV Bahia, no entanto, o filho mais velho do ex-preparador, Nuno Cobra Júnior, afirmou que o pai tem perda neurológica há alguns anos, o que causa perda de censura. "É uma questão senil", disse.

Há registros, entretanto, de que Nuno tenha assediado uma mulher ainda no ano de 1993. Ela fez a denúncia ao Ministério Público Federal, quando o órgão investigava a violência sexual no avião, que levou à condenação do educador físico.

O Sebrae, seção Bahia, que organizou o evento, afirma que contratou o palestrante "cumprindo suas normas internas", e que desconhecia qualquer histórico de acusações sobre o denunciado.

"A organização repudia e lamenta profundamente o ocorrido, tendo disponibilizado às denunciantes todo apoio jurídico necessário", diz nota. O Sebrae informa ainda que está acompanhando e colaborando com as autoridades competentes para que as investigações sejam feitas da forma mais célere possível e que "eventuais culpados" sejam punidos.

Laura só pede que seja feita a justiça. "De uma coisa eu tenho clareza. Nós não fomos as primeiras, mas eu tenho certeza que vamos ser as últimas", diz


*Nome fictício usado para preservar a vítima que conversou com a reportagem



Foto :::: Reprodução 

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