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terça-feira, junho 07, 2022

Bicampeã da Turbo 4, Monike Fukino enfrenta machismo para vencer nas pistas



Estimulada pelo próprio marido, Monike Fukino começou a correr em janeiro de 2020 e já se tornou bicampeã da Turbo 4. Coube ao companheiro inscrevê-la no evento Burnout, realizado no aeroporto de Feira de Santana, e que, de cara, contou como adversária a esposa do organizador do evento. Das coincidências que a vida traz, um atraso na disputa do turno da manhã mudou o destino de Monike.

“Eu comecei a correr de brincadeira. A primeira vez que corri, gostei, continuei correndo de manhã até a tarde, e acabei o dia campeã”.

Na época, ela não tinha treinado. Mas a liberação de dois pilotos no mesmo carro - hoje não mais permitida - também contribuiu nessa fase inicial. Monike foi com o marido em sua primeira “puxada”, em seu Audi s3, contra 11 outros competidores. Na segunda rodada, ela foi sozinha. Tudo ia bem, aí veio a pandemia e a consequência direta na categoria: o evento Burnout que acontecia em média três vezes por ano, acabou sendo reduzido.

Em 2020 Monike foi campeã na primeira etapa, e bicampeã na segunda fase na mesma categoria. Já na terceira, ela conquistou o Top Bimmer, com a BMW 240, revelação do evento.

Na última etapa ficou em segundo lugar na categoria Aspirado, e foi campeã de fichas. Na maioria das categorias, Monike acabou sendo a única mulher competindo, tendo substituído seu Audi s3 por um Mustang GT.

“Ele era um 4x4, que possuía controle de largada, nunca perdi naquele carro. Depois comecei a correr com a BMW, e consegui atingir em velocidade 236 km/h. Mas, para dirigir gostava mais do Audi, pois me sinto segura. Agora o Mustang tem mais força, e o que mais tenho dificuldade em dirigir, justamente pela carência do controle de largada. E eu gosto de sair do zero com tudo. E com a última etapa consegui ter um desempenho melhor com ele”.

Ao falar das dificuldades que encontrou em meio às corridas, Monike cita a visão que os outros pilotos tinham ao correr com ela, como uma das poucas mulheres a competir em categorias majoritariamente masculinas.

“Agora eles não querem correr mais comigo, porque têm medo de perder para uma mulher. Eu queria muito correr com outros Mustangs da minha categoria, mas eles não queriam, justamente por ter ganhado de todos os outros”.

Monike confessa que, por a corrida ser apenas um hobbie, ignora muitos comentários de teor sexista, já que a maioria dos competidores não conseguem lidar com a derrota, como também apelam para piadas com seu marido. Ele também é piloto e compete como ela.

A pilota também convida mulheres a participarem desses campeonatos. A ideia, segundo ela, não é intuito de competir entre si, mas para superar as expectativas de um esporte dominado pelo público masculino, e mostrar que elas também conseguem.

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Fotos: House Rules / @ivy.photos

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